IV - Delirante;
Pára! Pára! Pára! Não ouviu não? Pára!
Pára um pouco, põe-te em pé agora,
retém o teu olhar neste horizonte
e escuta o murmurejar da tua vida
veja... a eterna despedida em cada onda
ao sul, assim batida pela maré...
Vês agora esse barco ancorado
que jáz tímido a teu lado?
... assim tão despido e esquecido das cores da juventude
é marrom degradado pela ira do tempo e dos amores das ondas,
sereias encantadas, ... deste, e de outros mares...
Repara, és tu ali, ali... que como ele te escondes
no ângulo mais escondido deste cais,
sofrendo o abandono da aragem mais fina e luzidia,
emerso no lodo e nas neblinas das manhãs
onde a alegria ... até parece não voltar jamais...
Tire a venda dos teus olhos, rompe o nevoeiro que há em ti
e vem abrir os braços aos ventos varonis,
... deixa-os velejar ao sol do meio-dia
e verás as cores de outrora voltar e as velas a enfunar
... de tal paz, de tal alegria
que hás de ter saudades de ti,
... quando partires na maré de um belo dia...
...Ou. viverás neste mundo de sub...
Subconsciente;
Substancial;
Subseqüente;
Sub razão;
Sub justiça;
Sub carreira;
Sub palco;
Subjetivo;
Sub vertente;
Sub latente;
Subgerente;
Submarino;
Subcomando;
Sub letal;
Sub psíquico;
Sub lascivo;
Sub homem;
Sub rei;
Sub Deus;
Submundo... Mundo! Mundo! Mundo... Mundo vasto Mundo! Se eu me chamasse Raimundo. Seria uma rima, não uma solução!

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